brevíssimo comentário

baita letrista. É um dos poucos músicos que eu paro para ouvir, sempre.

baita letrista. É um dos poucos músicos que eu paro para ouvir, sempre.
nos primeiros dias de janeiro de 2002, fui ao cinema sozinho. Acho que era o Cinemark, do Bourbon Ipiranga. Fui ver Senhor dos Anéis, o primeiro, o qual fiquei impressionado com a guerra total e com a longitude do enredo. Depois desse filme, não mais fui ao cinema. Nem para ver Senhor dos Anéis II. Só voltei em julho ou agosto de 2003, para ver um filme cujo nome não lembro.
nunca passei tanto tempo longe da tela grande. Os motivos não eram falta de dinheiro, superstição ou ódio à sétima arte. Simplesmente não tive vontade. O cinema passava longe da minha diversão.
passo agora por mais um longo, bem longo, período longe da grande tela. Ainda não chegou a um ano e seis meses, mas está perto. O último filme que vi no cinema foi Os Simpsons. Claro, agora há um motivo real, que anda, fala, pede colo e molha o chão do quarto com leite cor-de-rosa.
a questão toda é que nesse tempo, foram poucos os filmes que tive vontade de ver. O último Batman, Juno, Indiana Jones (!), o último Woody Allen, mas não passou disso. Nem por isso deixei de gostar de filmes. Só o cinema voltou a não fazer parte assim, tão essencial da minha vida.
dificilmente consigo me livrar de qualquer uma das outras artes. Desenho bastante, especialmente bichinhos. Não estava lendo livros, mas aquele Gay Talese sobre a história do NY Times parou na minha frente e tive de pegar. Cozinho. Ouço muita música, mesmo que sejam as mesmas de sempre, e agora com o blip.fm, gosto de brincar. Vejo o futebol sempre. O cinema, por algum motivo, me fugiu.
foram quatro meses sem escrever, talvez por falta de motivo.
é que muita coisa aconteceu, entende? Quase sempre uma corrente de acontecimentos te leva a esquecer como refletir, como pensar sobre eles. A questão é que eu fiz uma aposta. Que acabou custando mais caro do que eu imaginava, embora a experiência e o retorno imediato.
bom, a vida é assim.
muitas mudanças a fazer nesse ano. Especialmente no âmbito pessoal. Preciso de um choque total de organização na minha vida. Estabelecer prioridades pessoais, não apenas profissionais. Ganhar melhor é ótimo, mas mais importante é almejar a estabilidade, formar uma carreira. Tentar sempre o diálogo. Nem sempre as respostas vêm prontas.
quando a aposta aparece como errada, o primeiro sentimento ou é mágoa, ou é um ressentimento pessoal, do tipo “onde eu errei”. Acredito que sei, mas jamais poderei ter certeza. Até por que os erros de amanhã podem ser grandes acertos depois de amanhã. É claro que fico chateado ao ver que tudo poderia ser mais simples com escolhas pueris.
no auge da minha procura por ressentimentos, a minha guia espiritual preferida me disse:
“A tua carta no tarô é a 1, que indica movimento.
Só que nos últimos tempos, tu têm feito um esforço enorme para trocar pelo enforcado.
Resgatar o passado e as culpas anteriores não te faz bem.
Ocupa tua cabeça com outras coisas.
Com novidades, com andar para a frente.”
é verdade. Há um mundo inteiro lá fora, repleto de oportunidades várias. Algumas batem na porta e aparecem como cavalos encilhados - outras tantas estão por ser encontradas. Não há tempo a perder.
há castelos a construir das pedras nas quais tropecei.
daqui a dez dias pego meu diploma.
Como vocês sabem, a Morgana me ensinou a chorar. Entre o início da minha adolescência e o nascimento dela – nem se passou tanto tempo – eu não chorava com nada. Hoje, virei uma manteiga derretida. Durante toda a formatura que assisti no sábado, do momento de entrar no Salão de Atos até o táxi de volta, eu fiquei com um nó na garganta.
Não que não tenha sido divertido. Foi muito. Dançamos, comemos bem, demos risada, conversamos bastante, convivemos com tantos amigos próximos por várias horas seguidas. Com a liberdade de saber que Morgana estava bem cuidada na casa da avó – por mais que seja uma satisfação diária o convívio dela, aquele era um momento que ela não poderia entender. Além de tudo isso, a enorme felicidade de ver tantos amigos ali, togados, grau colado, curso superior completo. Desempregados? Assustados? É bastante, mas naquela hora, o de menos. Ninguém conclui um estudo de cinco anos, 160 créditos obrigatórios e 40 eletivos sem achar que aquilo foi uma baita conquista. Gosto tanto daquela gente ali que não tem como dizer que a tristeza repousada nos meus ombros, no início da manhã, foi com a vitória dos meus amigos. Impossível.
Arrepender-se das escolhas? Não é do meu feitio. Procuro sempre me meter em grandes decisões avaliando todas as conseqüências. Sou teimoso o suficiente para achar que fiz sempre o que achava certo. Escolher quando se formar não é uma questão de estar certo. É questão de oportunidade. A rotina de vida te leva a decidir pelo caminho mais viável. Nunca vou dizer que minhas lágrimas aconteceram por que eu queria me formar em 9 de agosto.
Desde pequeno, sempre tive dificuldade de conviver com mudanças pessoais. Desde um bico de mamadeira, um sapato novo, até a escola, a namorada, com quem dividir o quarto. A noite de sábado me indicou, entre outras coisas, uma grande mudança. A confirmação de um fato que não dói, mas emociona: aquela faculdade, onde entrei, nunca mais será a mesma.
Nunca meu coração se sentiu tão aquecido como nos últimos cinco anos. Um punhado de cadeiras velhas numa sala de aula quente com um professor medíocre, cenário tantas vezes encontrado, tornava-se prazeroso pelo simples convívio com as pessoas, das quais nunca imaginei que gostaria tanto. Houve festa, houve briga, houve cerveja, houve beijo, houve ciúme, houve chinelagem, música, conversa fiada e sinuca. Houve, acima de tudo, um sentido de companheirismo e união de tanta gente, tão diversa, com tantos interesses e histórias únicas. Nunca conseguimos entender por que éramos tão ligados. E veja só, mesmo com meses e anos de distância, mesmo com os egos e as aparências, ainda existe uma naturalidade, uma ingenuidade. Capaz de reunir centenas de pessoas num baile que há muito não se via, que acabou com muita gente às 5 da manhã querendo se divertir ainda mais. Que bom que ainda resta em nós aquele coração adolescente, que há cinco anos ficou fascinado por descobrir amigos de verdade, a ponto de fazer uma profissão tão confusa valer a pena. Um coração que sempre será capaz de enfrentar todas as intempéries do mercado, da vida, quando lembrar que é possível amar apenas por existir, e que nenhuma desilusão resiste à certeza de uma boa conversa numa mesa de bar no fim da aula.
A tristeza de não ser mais colega de tantos dos meus amigos, eu sei, é passageira. No domingo passeava com a Morgana no Total, dia de sol, ela descobriu como pode ser legal uma fonte que espirra água. Que coisa linda é saber que a gente tem essa propriedade: estamos o tempo todo descobrindo novidades que nos alegram, mudam nossas vidas por algum tempo, até a próxima grande descoberta. Foi abrindo o coração que descobri as pessoas da Fabico, vivendo os melhores cinco anos da minha vida. Agora, descubro uma outra novidade: os amigos são para além dos bancos escolares, dos pátios, da mesa de sinuca. São eternos até onde a gente quiser que sejam.
a partir de agora, esse blog será estritamente pessoal.
temas sobre o mundo em geral serão abordados neste endereço:
http://tercafeira.wordpress.com
não é apenas uma tentativa de me adaptar ao WordPress, mas também uma tentativa de ser uma pessoa regrada.
tem algumas coisas que me deixam realmente chateado.
uma delas é quando leio, ou ouço, a respeito de assaltos em creches.
isso me revolta, sinceramente. Puxa, roubar das crianças. Que nada podem fazer para se defender. O pior é que alguns assaltos são sistemáticos, os pilantras fazem isso sempre.
a polícia deveria ter uma atenção especial com isso. Agir com mais rigor. Os pais não colocam os filhos na creche por que querem, e sim por que lhes falta opção. Precisam deixar os filhos para trabalhar. Como podem fazer, senão levar para a creche?
ontem, foi vitimada a creche Lídia Moschetti, no Rubem Berta.
- Minha mãe comprou o DVD e ainda está pagando as prestações. Para não deixar as crianças sem comida, tivemos que pegar dinheiro previsto para outras despesas - desabafa Eliane.
A instituição funcionou normalmente ontem, porém os pequenos não puderam assistir a filmes ou ouvir músicas, atividades rotineiras da creche.
Leiam a reportagem aqui.
Trabalhei no Inter por 3 anos e deixei lá vários amigos. Vi alguns jogadores fora dos gramados e sabia como eles agiam, se eram falsos, simplórios ou se eram exatamente daquele jeito.
Não vou falar dos babacas, mas posso exemplificar os caras bacanas, sérios ou gente fina que eram do mesmo jeito que parecem ser: Rafael Sobis, IARLEY (sensacional), Sangaletti, Vinícius, Diego, Diogo, Edinho, Alexandre Pato, Renan, Wílsão, Perdigas, etc….
Pois bem, se existe algum jogador sincero este cara se chama DANIEL CARVALHO. Não é lá muuito brilhante fora dos gramados (procurem saber a história do ‘GOL F’), mas é uma pessoa íntegra, honesta e acima de tudo COLORADA.
Para quem não sabe, este cara acordava de madrugada no calorão de Moscou para ver jogos do Internacional. Este cara chegou atrasado uma vez para ver um jogo do Inter na Libertadores de 2006. Este cara chorou copiosamente em títulos do Inter que ele não esteve por perto.
Este cara NÃO QUERIA SAIR do Inter em 2003, mas saiu a pedido do Fernando Carvalho e pela honesta busca do pai dele pela independência financeira eterna do Daniel Carvalho.
O Carvalho convenceu ele a sair porque o Inter tava MUITO MAL financeiramente e poderia ter sérios problemas em 2004.
O Daniel Carvalho não é estrela, não é deslumbrado, não é babaca. Se ele não te cumprimentar depois de um aceno, acredite: ELE NÃO TE VIU. Ele é distraído, meio pateta. Mas é um coração de ouro, coloradaço da gema.
Não falo com ele pessoalmente desde que ele saiu do Inter em 2003, salvo cumprimentos ocasionais nos corredores. Não tenho “procuração” para defendê-lo. Nada.
As histórias na Rússia me foram contadas por um preparador físico do Inter que tratou ele em Moscou quando ele se machucou.
Quem conhece ele de perto, sabe que eu falo a verdade.
OBRIGADO DANIEL CARVALHO: O BOM FILHO À CASA TORNA.
www.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo
fico apavorado quando vejo que tem gente que gasta mais de 15 mil reais para colocar apedidos de ataque pessoal em grandes jornais da capital.
por que o dr. Bayard não doa esse dinheiro para os pobres?
quantas famílias não poderiam ser alimentadas com 15 mil reais?
a vinhetinha da TV Pampa que toca nas rádios:
“se você tem tempo, venha curtir
os programas da nos-sa televisão
tá legal
a nossa TV Pampa tá muito legal
tá legal
a nossa TV Pampa é o seu canal”
são tempos duros. Duríssimos. A vida te carrega feito uma corrente, inútil nadar para o lado contrário, o negócio é aproveitar a correnteza e a paisagem que dá para ver de cima do tronco.
porém, quando tu percebe que passa a maior parte do tempo fugindo de alguma coisa, talvez seja hora de mudar tudo. Não exatamente tudo. Algumas coisas. Tem prazeres que são indesmentíveis. Há escolhas que dominam uma vida inteira. Outras, nem tanto.
percebo, aos poucos, que um tempo está acabando. Outro precisa começar. Uma boa alternativa é parar de pensar no além estando amarrado à mesma carreira. Desatar os nós, atar a corda em outra baia. Sempre tive dificuldade em tomar decisões pessoais complicadas. Essas decisões sempre partiram de uma convicção íntima muito forte.
Talvez essa convicção íntima ainda não seja suficiente.
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