notas de 28 de março, 18h27
Os perdidos continuam me procurando. Até senti falta deles. Hoje, vieram dois: um com crachá da prefeitura de Getúlio Vargas querendo saber como chegava na Av. Júlio de Castilhos – na Princesa Isabel – e um motoqueiro que não sabia onde ficava a São Manoel. Estou achando que tenho vocação para a coisa.
Talvez também tenha vocação para produtor. Segunda-feira minha pauta de TV caiu e tive de procurar uma outra pauta faltando 30 minutos para as 18h – horário que fecha todas as assessorias de imprensa importantes do mundo, menos a do Cremers, claro. Já conformado em buscar uma pauta na hora, sem acertar com ninguém, lembrei da história dos atrasos de salários da Yeda e da liminar impetrada pela Associação dos Delegados de Polícia. Consegui o próprio presidente, figura simpática. A Aline disse que eu consigo coisas milagrosas. Milagre seria entrevistar o governador de um dia pro outro. Mas tive orgulho do meu êxito, porém. Tanto que estou divulgando.
Mesmo que a matéria não tenha ficado lá essas coisas.
A Gol acaba de anunciar a compra da Varig. O Terra fala em 320 milhões de dólares, a Agência Estado em 275. É o terceiro negócio grande envolvendo empresas gaúchas – nem sei se a Varig ainda era gaúcha, depois da falência – nos últimos dias. A princípio, mais aviões baratos.
Inter X Vélez Sarsfield, hoje ,21h45. Amanhã poderá ter um post sobre isso. Ouço no rádio, Pato no banco é a tendência. Ele não teria coragem de fazer isso na frente da social do Inter.
Calor absurdo em Porto Alegre ontem à noite, que pode se traduzir em chuva hoje. A temperatura se manteve nos 31 graus mesmo com o pôr-do-sol, o que é uma total loucura, ainda mais para o início do outono.
O Big Brother também tem suas virtudes. Admito: assisto pelo menos quatro vezes por semana. E dou meus palpites. É certo que virou um programa sem graça há um bom tempo, depois que o Diego Alemão tornou-se o vencedor. Há dez semanas todo mundo sabe quem vai ganhar, ligar a TV à noite dá a impressão que estamos assistindo o VT de um jogo de futebol acontecido ontem. Mesmo assim, não deixa de ser interessante em alguns aspectos.
A frase “prego que se destaca leva martelada”, por exemplo. Muito útil para a aula de Psicologia Geral, onde temos uma mulher que “sofre de maneira urbana” e adora dizer que sabe tudo sobre os filósofos. Até tem algumas opiniões válidas, mas suas opiniões são tantas que as boas se escondem no meio de um lago de besteiras. Fico sabendo que a maior parte da turma detesta ela. E já percebi que alguns pedem a palavra apenas para provocá-la. É divertido.
