a patrola do progresso
Alerta aos colegas futuros jornalistas: livrem-se dos seus gravadores com fitas K7. Ou comprem estoques gigantescos dessas fitas, estoques de guerra, estoques que cubram o eterno racionamento que está por vir.
A popularização dos gravadores digitais, mp3 players e afins, ao lado da consolidação dos gravadores de CD, acabou com as fitas K7. Vejam; não estou dizendo ACABARÃO com as fitas, no futuro do presente. É ACABARAM mesmo, sem futurismos. Não existem mais fitas K7 em Porto Alegre. Só no Centro, onde também encontramos rádios de nove bandas, discos de vinil, lambe-lambes e outras velharias.
Hoje tinha de fazer uma entrevista nos altos da Santana, 1453, às 12h. Saí 10h30 da aula, com o objetivo de comprar pilhas e fitas K7 e a perspectiva de almoçar tranquilamente antes do quiproquó. Pilhas eu achei de barbada, fitas k7, necas. Bom, é claro, estava pelas voltas da Santana, nos mercadinhos bazares e afins da zona realmente não devem ter fitas. Fui ao Bourbon Shopping Ipiranga com a GARANTIA que acharia todo o necessário e ainda almoçaria a tempo.
Procurei em bazares, lojas de CDs, tabacarias, lojas de revistas, celulares, reveladoras de fotos e no supermercado. NADA de fitas K7. NADA. Inclusive o vendedor de uma das lojas me disse que não trabalham mais com isso há tempos. Vi fitas mini DV, 8MM, VHS (outra espécie quase em extinção), pencas de CDs e DVDs graváveis, mas fitas K7, necas.
No ano passado, em Rivera, vi gravadores digitais por preços baratos. Cheguei à conclusão que não deveria comprar, afinal, era um gasto desnecessário. Agora vi que o gasto é necessário. Do contrário, corremos risco de perder entrevistas por conta da falta de materiais antiquados. A entrevista de hoje só foi salva pelo meu mp3 player.

Bom, faz sentido. No momento em que até a Mara Lane trocou suas pilhas de fitas com seleções musicais por um mp3 eu ja deveria ter previsto que isso logo aconteceria.
Ps: mais um motivo para voltarmos à Rivera?
Comment by Rê — April 11, 2007 @ 11:20 pm
Não vou levar em consideração o 1º comentário que, vejam só, remete minha pessoa à exemplo clássico de dinossaura.Buuuu praa tí, Zenatinha da mamãe!!!
Coincidência ou não, ontem estive a ler uma entrevista do Zeca Camargo que falava na tão sonhada fita cassete perfeita, o que me fez pensar que “Oba!!! Ainda tem gente que respeita as fitas cassetes! Não estou sozinha no mundo… Agora, já somos 3. Pode não ser grande coisa mas daria até uma comunidade orkutiana.
Luís, uma dica: Assis Brasil, a velha e movimentada Assis Brasil tem uma lojinha de informática umas duas quadras depois do Cristo onde apesar de caras, tem de marcas variadas. Óbvio que só descobri depois de virar a cidade.
Aproveitando o post: Feliz Aniversário!!!
Comment by Mara Lane — April 12, 2007 @ 2:47 pm
traz um pra mim se for pra riveira… enquanto eu não desistir do jornalismo, vou precisar de um gravador.
Comment by emily — April 12, 2007 @ 9:48 pm
mas tu não tinha um gravador digital? que até me emprestou no sbpjor?
Comment by Administrator — April 13, 2007 @ 8:44 pm
Grande LF. Gostei do teu blog. Agora, esse negócio da falta de fita cassete é de assustar, pelo menos aos da minha geração. tentei trabalhar com o gravador digital, mas não consegui. Eu e ele não nos damos, não tem jeito.
abraço
Comment by ilgo — April 19, 2007 @ 1:24 am
Eu sempre tive um contato muito estreito com fitas k7. Colecionei as mesmas durante anos, como único recurso para manter gravações de discos que eu não tinha - tempos jurássicos, em que CDR era uma coisa futurista e a gente não pensava nem em ter computador, que dirá programas que baixam mp3. Agora, tenho um monte de fitas que me são inúteis, mas que me recuso a jogar fora por puro saudosismo. É um bom tema: acho que falarei disso no meu blog em brevíssimo.
Comment by Natusch — April 19, 2007 @ 5:24 am