o inferno vai ter que esperar
A Unidade Móvel deste blog alerta: engarrafamentos longos na Zona Sul de Porto Alegre no dia 19/04. Borges de Medeiros, Edvaldo Pereira Paiva, Ipiranga, José de Alencar, Praia de Belas e especialmente a Av. Padre Cacique.
Inter X Nacional vão jogar às 19h15 na próxima quinta-feira, no estádio Beira-Rio e só a vitória interessa para a classificação. O horário é uma atrocidade para um jogo de tanta importância. No mínimo 35 mil no Gigante, sendo que 80% do público vai chegar no horário da peleja. Filas e mais filas nas bilheterias. Tentarei chegar mais cedo.
O jogo de ontem, ouvi ao vivo apenas pelo rádio. O VT na TVCom depois me ajudou a compreender o ocorrido e sem o stress natural da partida – certamente iria querer o fígado de Iarley assistindo pela Sportv. A vitória foi importantíssima, mas o sofrimento para ganhar daquele time ruim do Emelec demonstra a total desorganização do Inter. Abel está agora juntando os conceitos espatifados nos últimos 3 meses, começando por retornar com a formação que venceu o Barcelona e o Al Ahly. O problema é que esta formação funciona quando o Inter precisa se defender. Nem o Fortes e Livres de Muçum precisa se defender diante do Emelec.
Chamando a Empresa Eléctrica para o jogo, o Inter deu sopa para o azar e criou algumas situações de perigo para si próprio, baseado especialmente na figura de Martin Hidalgo. Lá pelos 35 do 1º, acharam um gol. Fernandão chuta, o gandula disfarçado de goleiro rebota e Iarley, impedido, estufa. 1x0. Todo mundo pensa: “bom, agora é hora de relaxar, adiantar a marcação, tomar conta do jogo e enfiar uns dois ou três”.
Até chegar o momento de uma falta absolutamente despretensiosa para a Empresa Eléctrica, que levanta a bola na área. A zaga do Inter se adianta antes do chute para provocar o impedimento e não se incomodar. Só Ceará não sabia. Quatro ou cinco eletricistas em condição, gol de Arroyo, 1x1.
No videotape, eu fiquei irritado com o Ceará, imagina ao vivo.
A nossa sorte é que os trocadores de fusível resolveram abrir uma freeway pelo lado direito da sua defesa, por onde Rubens Cardoso desfilou. Aos 8, a jogada que valeu a pena por todo o VT – Cardoso encarna Chiquinho, dribla pra dentro e dá um passe alto, tocando o pé por baixo da bola. Alexandre Pato domina na grama, dá um toque para a frente e chuta com classe, no único canto onde nenhum goleiro pegaria – nem Yashin, nem Banks, nem o gandula de boné que estava em campo ontem.
Abel está pelo menos determinado a não inventar demais, o que minimiza os efeitos da baixa qualidade técnica do Inter de 2007. Com a pressão do Gigante nas costas uruguaias, um bom resultado é possível dia 19/4. Agora é torcer para que os argentinos façam o crime no Parque Central.
Pedi emprestada a camisa do Vélez para um amigo gremista. Ele está relutante.
