to the chaos and back

May 4, 2007

paulo feijo’s way of life

Filed under: tribuna popular

O nosso vice-governador é um homem de direita, mas a frase a seguir não tem caráter ofensivo: Feijó é melhor que Che Guevara. Pelo menos em um aspecto. Guevara, quando viu que Fidel tomou gosto pelo poder e começou a reprimir o povo, escreveu teses, manifestos, deu discursos e se mandou para a guerrilha na América do Sul. Paulo Feijó fez melhor: personificou a frase “hay gobierno, soy contra” DENTRO DO PRÓPRIO GOVERNO.

A frase foi atribuída a Che Guevara, é difícil saber se foi realmente o médico argentino que a proferiu. Todavia, a sua prática está nas entranhas do vice-governador. Líder máximo da oposição, usava um adesivo “não ao aumento de impostos” quando a governadora tentava manter alto o ICMS. Disse ao final da votação, favorável à diminuição do ICMS, que a decisão era uma derrota do governo mas uma vitória da sociedade.

Foi amordaçado pelo alto escalão do governo e sua atividade mais importante nos primeiros meses de governo foi faxinar o Palacinho. Demitiu funcionários, diminuiu os custos, tirou o pó das gavetas e as aranhas dos cantos. Permaneceu calado. Yeda levava o seu Batatinha oficial, Aod Cunha, para todas as entrevistas coletivas. Feijó não se pronunciava. Ficava calado no prédio da Cristóvão Colombo, ele e o seu espanador.

Era certo que o nosso Lex Luthor de óculos estava aprontando alguma. Quando chamado pela Assembléia Legislativa para falar do Banrisul, abriu a caixa de Pandora. Falou de contratos com consultorias japonesas completamente superfaturados. Falou de negócios escusos com o Banco Matone. Falou que mandaria embora o presidente do Banrisul assim que assumisse o governo, para não ser acusado de prevaricação.

O melhor veio depois. O governo publica uma nota dizendo que Feijó tomou atitudes levianas e desequilibradas. Yeda diz que não exonera o vice para evitar uma batalha jurídica que COLOCARIA EM RISCO qualquer saída da governadora DO ESTADO. Já pensaram? Se ela resolver comprar um chocolate no bar do Palácio, tem que trancar a sala com medo do Feijó. Se ela pegar uma gripe, o assessor tem que levar a cama, o termômetro e o Cebion para o Piratini. Se Bill Gates acenar com um empréstimo de 500 milhões de dólares mediante a assinatura de contrato lá no Vale do Silício, na Califórnia, Yeda tem que mandar uma sósia ou declarar estado de sítio.

Quando perguntado por que não deixar o governo, o nosso Lex Luthor responde:
- “A Yeda quer que eu renuncie desde que pediu isso no final do primeiro turno.”

O melhor de tudo é que ele NÃO ACEITOU!

Nunca mais me chamem de Do Contra. Me chamem de Paulo Feijó.






















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