nosso querido prefeitável
a Rê costuma dar risadas quando eu começo a palpitar na política. Isso por que todos os meus palpites têm dado errado. Porém, acho que desta vez acertarei. Pelo menos dois nomes estão garantidos no segundo turno da disputa para prefeito de Porto Alegre este ano. Um deles será uma mulher (Manuela? Luciana? Maria do Rosário?) e o outro é Onyx Lorenzoni.
Onyx tem uma assessoria de imprensa muito competente, diga-se. Nos últimos anos ele apareceu forte como líder da oposição no Congresso e fez o seu nome no imaginário público. Depois, no limite da legislação eleitoral, veiculou cartazes e panfletos pela cidade com o seu rosto estampado ao lado do emblema dos “Democratas” (argh!). Agora, como quem não quer nada, vem plantando matérias aqui e ali. O objetivo é mostrar que Onyx está se preparando para assumir a prefeitura de Porto Alegre. Estudando com afinco, como se fosse um concurso público.
Aí ele aparece no programa do Lasier e, de passagem, avisa que está fazendo um curso para prefeito (!) na Alemanha. Para ver como é que se administram as cidades de Paris, Frankfurt, etc.
Sem muitas pretensões, ele aparece na coluna da Rosane de Oliveira do dia 14 com a seguinte citação:
“Enquanto descansa na Praia Brava, em Florianópolis, o deputado federal e candidato do DEM à prefeitura de Porto Alegre, Onyx Lorenzoni, aproveita para reler biografias de alguns de seus mestres em administração municipal.
Na semana passada, Onyx havia relido as trajetórias dos ex-prefeitos Rudolph Giuliani, de Nova York, e de Loureiro da Silva, de Porto Alegre.
Estava ainda na pilha de livros A Audácia da Esperança, do senador democrata e candidato à presidência dos EUA Barack Obama. “
A simpática fotinho mostra o não menos simpático deputado federal no seu momento de compenetrado estudo da obra de grandes prefeitos e futuros estadistas:

daqui a alguns meses, na campanha eleitoral, muito vão dizer que Onyx é o único candidato que se “preparou” para assumir a prefeitura. Pelo menos nos debates ele vai parecer menos destemperado, diferente do deputado que ofendia pessoalmente adversários políticos em foros públicos de discussão.
resta saber se o povo da mui leal e valerosa acredita nisso.
