idéias estúpidas podem matar
do Correio do Povo:
Padre pediu socorro e desapareceu
Achados alguns balões no mar. No último contato, religioso usou o celular e disse que estava caindoPelo segundo dia, equipes da Marinha, da Polícia Militar e da Força Aérea Brasileira (FAB) não tiveram sucesso nas buscas ao padre Adelir De Carli, de 41 anos, que segue desaparecido. Ele tentava fazer um vôo de 20 horas, sentado em uma cadeira içada ao ar por balões de festa, cheios de gás hélio. De Carli anunciou o vôo para divulgar a Pastoral Rodoviária, da qual faz parte, e para a qual pretendia levantar recursos.
A decolagem ocorreu por volta das 13h de domingo, em Paranaguá, no Litoral do Paraná. Porém, por volta das 21h do mesmo dia, o padre entrou em contato com o Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), de Joinville (SC), dizendo que estava pousando no mar. Ele pediu ajuda pelo celular quando se encontrava perto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. ‘Vem me socorrer. Estou caindo na água’, teria dito. No meio da tarde, o religioso já tinha emitido outro pedido de socorro. ‘Preciso entrar em contato com o pessoal, para que eles me ensinem a operar esse GPS, para dar as coordenadas de latitude e longitude, que é a única forma que alguém por terra possa saber onde estou‘, relatou na ocasião.
O equipamento que De Carli levava era composto por mil balões. Alguns tinham sido avistados no mar durante a segunda-feira. Ontem, no início da manhã, um conjunto deles foi percebido na região de Porto Belo, ao Sul de São Francisco do Sul, onde as buscas concentraram-se no dia anterior. Por volta do meio-dia, outro grupo foi avistado a 50 quilômetros de Florianópolis, ainda mais ao Sul.
A FAB ainda avistou o que poderia ser a cadeira usada pelo religioso. Um navio foi enviado para averiguar a informação. Segundo as autoridades, o vento, que estava a 40 quilômetros/hora, pode ter distanciado o padre da costa. Isso porque os balões podem ter sido impulsionados como uma vela e o arrastado para alto-mar. Ele estava com roupa térmica, tinha água potável e barras de cereais, mas não levava colete salva-vidas nem bote.
