o que restou da Copa BR
Em primeiro lugar, uma lembrança:
time do Inter considerado ideal por Abel:
Renan; WM, Índio, Sorondo, Marcão; Edinho, Magrão, Guiñazu, Alex; Fernandão e Nilmar
time do Inter que levou o terceiro gol do Sport ontem:
Clemer; Bustos, Orozco, Danny e Derlei; Pessanha, Jonas, Guiñazu e Alex; Fernandão e Nilmar. Danny sairia para entrar Iarley, no desespero.
Em qualquer outra circunstância, uma derrota por 3x1 para o Sport na Ilha do Retiro, com este time, seria normal.
O problema é somar esse time à péssima atuação de três dos eixos técnicos do Inter - Alex, Fernandão e Nilmar. Os dois primeiros se omitiram do jogo. Fernandão, mais ainda, porque estava desmarcado. Nilmar, além de não conseguir encontrar o maldito caminho do gol, foi vitimado pela omissão dos dois primeiros. Nenhum atacante em má fase pode ser jogado à própria sorte contra três zagueiros, tendo que puxar sozinho os contra-ataques. Ele corria para um e o lançamento partia na direção dos outros dois. Ele pegava a bola e não encontrava ninguém para tabelar. Foi ridículo.
Depois do jogo contra o Paraná, eu afirmei que esse time do Inter era copeiro, que havia reencontrado a fórmula para vencer jogos decisivos. Estava profundamente enganado. Lá no FinalSports falei repetidas vezes, ano passado, que o Inter precisava muito de CONCENTRAÇÃO para enfrentar essas partidas. A qualidade técnica não ganha partidas numa copa - a concentração, sim. Pois então. Vejam só o segundo gol do Sport.
Aqui, a minha ressalva: Jonas é um guri de 21 anos que tem a sua primeira oportunidade em time grande. Não tem mais que 15 partidas pelo Inter, não tem nenhuma decisão importante no currículo. Na hora que ele se apavorou com a bola nos pés, diante da área, ele fez o que qualquer guri apavorado faria: tocou a bola para quem sabe. O que Fernandão fez? Nem pensou. Preguiçosamente, chutou a bola nos pés do atleta do Sport e ela foi para dentro da área. O resto, todos sabemos.
O Inter terminou o jogo com quatro guris inexperientes e dois colombianos. Alguém tinha que orientar, assumir a responsabilidade, fazer o time jogar. Este alguém era o capitão do mundo, que preferiu ficar parado como um dois de paus a cada ataque do Sport, esperando a bola em algum lugar da meia defensiva. Alex teve uma péssima jornada técnica: tentava, não acertava coisa nenhuma, se deprimiu no campo por isso. Fernandão foi pior: teve uma péssima noite anímica. E o ânimo de Fernandão contagia o time inteiro.
Não tenho ressalvas quanto à atuação de Abel, a não ser a entrada de Iarley para resolver o jogo. Como bem percebeu o Carlos Carioca, Iarley tem uma tremenda dificuldade de correr em linha reta. Ele dá dois passos para a frente, três para trás. Era o momento de Adriano ou Válter.
Eu não posso falar nada sobre a defesa, mesmo que não tenha ganho nenhuma bola aérea e tenha demonstrado falhas de posicionamento absurdas. Além de nunca jogarem juntos e com dois colombianos em funções importantes da defesa - é preconceito, claro que é; mas eu só conheci três colombianos que jogavam sério, e nenhum deles estava em campo ontem - eram jogadores que dificilmente conseguirão apresentar uma qualidade técnica superior àquela ali. Usando o racional, é claro que era temerário escalar um jogador como Sorondo, seis meses de estaleiro depois, ontem. Porém, o que se decide numa copa muitas vezes transcende o racional.
Agora, é tentar a Libertadores e conviver com a sina de ficar 16 anos sem ganhar um título nacional. Para enfrentar qualquer coisa neste ano, os principais jogadores do Inter terão de assumir a responsabilidade nos momentos críticos. Aconteceu contra o Juventude, diante de uma torcida inflamada, mas não aconteceu contra o Paraná e nem ontem. Nem de perto isso é um problema técnico.
A propósito: os três colombianos que jogavam sério eram Oscar Córdoba, Chicho Serna e Victor Hugo Aristizábal.

Bermudez
Rincon
Comment by André K. — May 15, 2008 @ 2:31 pm
Aliás O.Cordoba não jogava sério, basta ver o gol do título da libertadores do river em 96
Comment by André K. — May 15, 2008 @ 2:33 pm
boa lembrança. Só que eu nem considero mais o Rincón colombiano
Farid Mondragón também jogava sério…
Comment by Administrator — May 15, 2008 @ 2:34 pm