a arte do avental
afora a Morgana, a melhor novidade da vida a dois é: eu gosto de cozinhar.
imaginava isso antes, quando me aventurava às vezes na cozinha da mãe. Preferia lasanhas e capeletis ao forno, mas também gostava de bifes com molho curry. Nunca foi uma necessidade, entretanto. Agora, é. Ainda mais que, morando finalmente perto da civilização, tenho a comodidade de sair da faculdade e almoçar em casa. E além dessa comodidade, também existe a Morgana - impossível não ter um tempo livre no dia sem muita vontade de apertar suas bochechas.
só não boto uma foto dela aqui por que senão ninguém vai ler o resto. Enfim.
ainda não sou lá muito criativo nas lides culinárias. Mas sou muito metido. Sempre tive o hábito de temperar MUITO a minha comida, o que tenho controlado mais por que a Renata não é muito de comidas fortes. Meus experimentos com as coisas de casa, portanto, têm sido mais controlados. Dia desses, numa massa à bolonhesa, misturei no molho de tomate (além do molho e da carne, claro): cebola, alho, caldo de bacon, chimichurri, salsa e se não me engano, um pouco de pimentão. Aí experimentei não fritar o guisado, como sempre fiz, mas sim cozinhá-lo: logo depois de colocar a carne na panela, acrescentei água. Ficou muito bom.
Ontem, tínhamos alguns steaks de frango e hambúrgueres congelados. Cheguei louco de fome e queria algo rápido, como aquilo, para comer. Sugeri para a Rê, que se ofereceu para fazer o arroz, meio incrementado, só para acompanhar. Só que cozinhar também me mata um pouco da fome, então me ofereci. O arroz tinha cebola e alho (bem fritos), pimentão e alcaparras. Ficou excelente.
Vejam que eu me abstenho da modéstia nesse post. Algum sentido faz: sempre fui muito depreciativo quanto à minha própria comida, agora estou criando confiança diante do fogão.
