to the chaos and back

January 21, 2009

recesso cinematográfico

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nos primeiros dias de janeiro de 2002, fui ao cinema sozinho. Acho que era o Cinemark, do Bourbon Ipiranga. Fui ver Senhor dos Anéis, o primeiro, o qual fiquei impressionado com a guerra total e com a longitude do enredo. Depois desse filme, não mais fui ao cinema. Nem para ver Senhor dos Anéis II. Só voltei em julho ou agosto de 2003, para ver um filme cujo nome não lembro.

nunca passei tanto tempo longe da tela grande. Os motivos não eram falta de dinheiro, superstição ou ódio à sétima arte. Simplesmente não tive vontade. O cinema passava longe da minha diversão.

passo agora por mais um longo, bem longo, período longe da grande tela. Ainda não chegou a um ano e seis meses, mas está perto. O último filme que vi no cinema foi Os Simpsons. Claro, agora há um motivo real, que anda, fala, pede colo e molha o chão do quarto com leite cor-de-rosa.

a questão toda é que nesse tempo, foram poucos os filmes que tive vontade de ver. O último Batman, Juno, Indiana Jones (!), o último Woody Allen, mas não passou disso. Nem por isso deixei de gostar de filmes. Só o cinema voltou a não fazer parte assim, tão essencial da minha vida.

dificilmente consigo me livrar de qualquer uma das outras artes. Desenho bastante, especialmente bichinhos. Não estava lendo livros, mas aquele Gay Talese sobre a história do NY Times parou na minha frente e tive de pegar. Cozinho. Ouço muita música, mesmo que sejam as mesmas de sempre, e agora com o blip.fm, gosto de brincar. Vejo o futebol sempre. O cinema, por algum motivo, me fugiu.

August 5, 2008

mudança de foco

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a partir de agora, esse blog será estritamente pessoal.

temas sobre o mundo em geral serão abordados neste endereço:

http://tercafeira.wordpress.com

não é apenas uma tentativa de me adaptar ao WordPress, mas também uma tentativa de ser uma pessoa regrada.

July 29, 2008

respeitem as crianças, pelo menos

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tem algumas coisas que me deixam realmente chateado.

uma delas é quando leio, ou ouço, a respeito de assaltos em creches.

isso me revolta, sinceramente. Puxa, roubar das crianças. Que nada podem fazer para se defender. O pior é que alguns assaltos são sistemáticos, os pilantras fazem isso sempre.

a polícia deveria ter uma atenção especial com isso. Agir com mais rigor. Os pais não colocam os filhos na creche por que querem, e sim por que lhes falta opção. Precisam deixar os filhos para trabalhar. Como podem fazer, senão levar para a creche?

ontem, foi vitimada a creche Lídia Moschetti, no Rubem Berta.

- Minha mãe comprou o DVD e ainda está pagando as prestações. Para não deixar as crianças sem comida, tivemos que pegar dinheiro previsto para outras despesas - desabafa Eliane.

A instituição funcionou normalmente ontem, porém os pequenos não puderam assistir a filmes ou ouvir músicas, atividades rotineiras da creche.

Leiam a reportagem aqui.

Daniel Carvalho, por Alexandre Perin

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Trabalhei no Inter por 3 anos e deixei lá vários amigos. Vi alguns jogadores fora dos gramados e sabia como eles agiam, se eram falsos, simplórios ou se eram exatamente daquele jeito.

Não vou falar dos babacas, mas posso exemplificar os caras bacanas, sérios ou gente fina que eram do mesmo jeito que parecem ser: Rafael Sobis, IARLEY (sensacional), Sangaletti, Vinícius, Diego, Diogo, Edinho, Alexandre Pato, Renan, Wílsão, Perdigas, etc….

Pois bem, se existe algum jogador sincero este cara se chama DANIEL CARVALHO. Não é lá muuito brilhante fora dos gramados (procurem saber a história do ‘GOL F’), mas é uma pessoa íntegra, honesta e acima de tudo COLORADA.

Para quem não sabe, este cara acordava de madrugada no calorão de Moscou para ver jogos do Internacional. Este cara chegou atrasado uma vez para ver um jogo do Inter na Libertadores de 2006. Este cara chorou copiosamente em títulos do Inter que ele não esteve por perto.

Este cara NÃO QUERIA SAIR do Inter em 2003, mas saiu a pedido do Fernando Carvalho e pela honesta busca do pai dele pela independência financeira eterna do Daniel Carvalho.

O Carvalho convenceu ele a sair porque o Inter tava MUITO MAL financeiramente e poderia ter sérios problemas em 2004.

O Daniel Carvalho não é estrela, não é deslumbrado, não é babaca. Se ele não te cumprimentar depois de um aceno, acredite: ELE NÃO TE VIU. Ele é distraído, meio pateta. Mas é um coração de ouro, coloradaço da gema.

Não falo com ele pessoalmente desde que ele saiu do Inter em 2003, salvo cumprimentos ocasionais nos corredores. Não tenho “procuração” para defendê-lo. Nada.

As histórias na Rússia me foram contadas por um preparador físico do Inter que tratou ele em Moscou quando ele se machucou.

Quem conhece ele de perto, sabe que eu falo a verdade.

OBRIGADO DANIEL CARVALHO: O BOM FILHO À CASA TORNA.

www.clicrbs.com.br/almanaqueesportivo

July 28, 2008

dinheiro dá em árvore

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fico apavorado quando vejo que tem gente que gasta mais de 15 mil reais para colocar apedidos de ataque pessoal em grandes jornais da capital.

por que o dr. Bayard não doa esse dinheiro para os pobres?

quantas famílias não poderiam ser alimentadas com 15 mil reais?

July 8, 2008

A Intransparência Cognitiva de um Ícone ou O Caso Milman, de novo

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Li na manhã de hoje o Bolefa, boletim feito por alguns fabicanos de semestres mais baixos que outrora representou o Dacom. Quem frequenta esse blog lembra o que foi o Dacom, então não precisa de explicações. Pois, a matéria central fala sobre o caso Luís Milman, professor de semiologia da Faculdade de Comunicação da UFRGS, agora afastado mais uma vez por motivos de saúde.

    Como era uma matéria de alunos de jornalismo de semestres mais baixos, num veículo apropriado para isso, é claro que a matéria está lotada de juízos de valor. Eu também teria, no terceiro semestre, a petulância de dizer que os métodos de ensino da matéria de Milman estavam todos errados, pois não era assim que se ensinaria semiologia, mesmo sem nunca ler qualquer livro de semiologia. Não é preciso nem saber o que significa a palavra, a bem da verdade, para saber que Milman era qualquer coisa menos um professor normal. Autoritário, carrancudo, não fazia a menor questão de ser claro ou ser amigo de qualquer átomo presente na sala de aula. Tinha gente que gostava dessa disciplina terrorista; eu não, é claro. Certa vez citei ele no meu blog antigo e ele veio conversar comigo na saída da aula, dizendo que não gostaria mais de ser citado por mim na internet, promessa que estou descumprindo agora. Seus métodos de intimidação não eram novidade para ninguém.

    Passavam em branco? Não exatamente. Passavam por que até vencer a batalha do plágio (referências 1, 2, 3 e 4 podem esclarecer tuas dúvidas) Luís Milman tinha no seu íntimo a confiança de que poderia ser um bom professor. A aula de semiologia que tive com ele, na qual estudamos a Intencionalidade de Searle e outras coisas, incluindo o seu artigo, tinha conteúdo. Tinha também autoritarismo, prepotência, idéias herméticas e muito difíceis de compreender, mas havia algo a retirar daquilo para o aprendizado da linguagem. Pelo que foi descrito nas páginas centrais do Bolefa, isso acabou. Após vencer o caso do plágio, Milman colecionou licenças médicas, ausentou-se da sala de aula e não acrescentou nada ao aprendizado dos alunos, trabalhando apenas o seu artigo e de forma não apenas autoritária, mas especialmente sem vontade. Parece que o professor desistiu da Fabico ou dos alunos.

    Só precisa se convencer disso. Enquanto as licenças médicas lhe permitem, ele vai mantendo o emprego. Falei há pouco com o coordenador do DECOM, prof. Mário Rocha, para ver se ele poderia me dizer qual o problema médico do professor Milman. É sigiloso, me respondeu Rocha. E a UFRGS poderia exigir a perícia de uma junta médica para avaliar se ele está mesmo doente? Poderia, mas ainda não é de sua alçada, estão trabalhando para ver a viabilidade disso. Sempre acreditei que o professor tem problemas psiquiátricos. Não posso comprovar, mas duvido que outro motivo produza tantas licenças de incapacidade no trabalho por tanto tempo. Ainda mais com o comportamento apresentado pelo professor em sala de aula.

    A matéria demonstra que os estudantes que a fizeram estão realmente determinados em fazer da retirada de Milman uma conquista do movimento estudantil na Fabico. Lá na página central, numa pequena entrevista com o militante sionista, ele fala que “posições juvenis de insurgência” dominaram a postura de uma determinada turma em querer a sua cabeça. “Senti-me desprestigiado profissionalmente por um grupo de alunos que não têm discernimento sobre o que é o comportamento acadêmico”, disse ele.

    É triste que uma pessoa que tenha um determinado conhecimento e ministre uma disciplina significativa na Fabico - por ser uma das poucas matérias realmente filosóficas, que podem familiarizar o estudante com a teoria, o que não acontece quase nunca no resto do tempo - esteja encerrando sua jornada de forma tão patética. Vitimado por problemas de comportamento, o professor Luís Milman acaba golpeado por alunos de primeiros semestres, ávidos por derrubar a autoridade vigente, e sucumbe. Trava uma luta que não é boa para ninguém, mas é ruim especialmente para ele, que não tem mais qualquer respeito entre os alunos e está perdendo o pouco de prestígio que tinha na academia.

June 16, 2008

fazer o óbvio

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Não vi direito o jogo do Inter, apenas dei uma breve espiada enquanto pegava a Morgana no colo e arrumava a sala de casa. Ouvi inteiro no rádio. O rádio é sempre suspeito, ele engana. Dia desses, ouvi que Ji-Paraná fez uma grande partida; daí ouvi relatos de quem esteve no Beira-Rio e todos queriam ele fora do time.

Duas coisas, porém, me agradaram. A primeira foi que o Inter foi dominado pelo Botafogo, teve menos chances de gol, teve um jogador expulso, mas mesmo assim venceu. Isso é um bom indicativo, pois dá confiança e um pouco mais de tranquilidade. A outra foi que, ouvindo o que o Rodrigo me disse sobre a partida, o Inter teve mais posse de bola. “Parecia que voltamos a jogar futebol depois de sei lá, dois anos”, contou ele.

Trabalhar a posse de bola, nesse time do Inter, é fundamental. O Inter tem atletas que atuam muito bem com a bola nos pés, especialmente no meio-campo (Guiñazu, Magrão, Alex) e uma defesa frágil. Quanto mais tempo tiver a bola, menos a defesa será acossada, e menor a possibilidade de erros fatais que comprometem resultados. Parece óbvio, mas são poucos os treinadores que colocam as circunstâncias na frente do seu estilo de trabalho. Muricy, por exemplo, instalaria a sua retranca-contra-ataque de sempre e mandaria às favas as características dos atletas.

Descontando toda a carga de marketing pessoal de Tite, que encanta mais jornalistas do que torcedores, me agradou a sua franqueza em relação ao time. Pouco me interessam as entrevistas em programas esportivos depois do jogo, pois as coisas mais importantes a respeito das suas idéias de futebol não podem ser ditas. Achei interessante, porém, as entrevistas antes da partida e no intervalo.

Ele não disse exatamente isso, mas foi assim que entendi:
antes - “precisamos de posse de bola, domínio de campo e solidariedade na marcação”
depois - “com um a menos, agora é a hora de se defender e segurar o resultado”

É óbvio? Claro que é. Com um time bom, como é o do Inter, fazer o óbvio já é grande coisa.

June 15, 2008

desagravo

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Eu fui um dos maiores críticos do Fernandão que vinha jogando no time. Leniente, apático, com a cabeça nas nuvens, trancando o jogo.

Eu acho que, de forma cínica, o Inter pode contratar um jogador em melhor momento técnico.

Agora, ao mesmo tempo, digo três coisas:
- por mais que o Inter possa comprar um atacante MELHOR com 4,4 milhões de reais, nem com 44 milhões poderá trazer um jogador MAIOR que ele;

- agora eu consigo entender a descendência técnica do jogador. É impossível se concentrar apenas no jogo negociando por milhões de dólares, sabendo que essa proposta poderá nunca mais chegar. Aconteceu o mesmo com Abel, FC disse isso na ZH de hoje;

- criticava o jogador por que achava que ele poderia render mais. Não daria para criticar o Jonas, por exemplo.

sou obrigado a respeitar a grandeza desse momento, que determina o fim de uma era no clube. Não poderia ser cínico para dizer que foi bom para o time. É uma grande mudança. Que afeta o clube inteiro.

O fim da era Fernandão

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Nos tempos atuais, as eras não são mais que minutos no longo relógio do homem.

Houve uma era Pelé, que durou toda uma década. Uma era Falcão, na década seguinte. Houve uma era Zico, que teve uma breve interrupção, quase não sentida nos dez anos de auge no Flamengo.

Aí, o futebol virou mercado. Quando Zico e Falcão foram para a Itália, o sinal estava dado. Acabava a época dos grandes times.

O São Paulo de Telê, bicampeão do mundo, não durou mais que quatro anos. Três anos depois de assumir o Grêmio, Felipão disse que o ciclo acabara. O mesmo aconteceu com o Cruzeiro, o Palmeiras, o Corinthians, o Santos. Grandes times. Curto tempo.

No dia 14 de junho de 2004, Fernandão assinou contrato com o Internacional. Uma Libertadores, um Mundial, uma Recopa e exatamente quatro anos depois, ele se despede. Vai para o milionário e obscuro futebol do Catar.

Tudo muito rápido. De manhã, o anúncio. De tarde, a despedida no vestiário. De noite, o embarque.

Para mim, a era Fernandão não começou quando ele veio. Começou quando dois garotos chamados Daniel Carvalho e Cleiton Xavier promoveram uma virada histórica no Olímpico, em fevereiro de 2003. Dali em diante, alguns percalços, muitas glórias, e inclusive a chegada de um grande jogador, que daria nome a esse novo tempo do Inter.

Um tempo glorioso. Um tempo em que se alcançaram feitos relevantes, jamais alcançados. Um tempo em que se derrubaram tabus, gigantes, e se construíram mitos.

Quatro anos, no longo relógio do homem, não são nada.

No centenário relógio do Inter, esses quatro anos foram muito.

Acabou a era Fernandão.

O Inter permanece. Nesse sábado, mais uma vitória, menos uma lenda.

June 11, 2008

O Inter e o mato, sem cachorro

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Finalmente chegamos no ponto da insanidade completa. Fernando Carvalho elogia Nelsinho no rádio e diz que ele foi injustiçado. Vitório Píffero, segundo repórteres, concorda. Giovani Luigi quer Tite, mas admite que o presidente é quem manda. A última vez que isso aconteceu foi em 2004, quando Lori foi demitido, vários comandantes foram tentados e aportou no Beira-Rio JOEL SANTANA, sob elogios de Carvalho e Píffero.

Autuori não sai do Catar, até por que teria de devolver dinheiro para os xeques. Muricy não será demitido. Tite é considerado de caráter duvidoso por gente do futebol, por conta dos processos judiciais e de eventuais atritos com dirigentes - Píffero pode estar entre as pessoas que o consideram assim. Cuca foi para o Santos. Leão é caro. Dorival Júnior teria de pagar 450 mil ao Coritiba de multa rescisória. Restam opções como Nelsinho, Bonamigo, e pensamentos mágicos como Falcão e Carpegiani.

Vamos ser francos: agora, o Inter está no mato sem cachorro.

Desde que Abel saiu do clube, eu disse que apostaria em dois treinadores para o Inter: Paulo Autuori ou Tite. O primeiro, empregado, de liberação mais difícil, seria uma alternativa complicada. O segundo, uma aposta certa, pois está desempregado e nunca se recusaria. Autuori foi tentado, não quis vir e a porta se abriu para Adenor Bachi.

Eu confesso que a declaração de Paulo Pelaipe publicada no Impedimento mudou um pouco o meu conceito sobre Tite. Talvez, de fato, ele tenha desvio de caráter, por ter dito uma coisa na frente do diretor e outra para os atletas. Pensando melhor, porém, entre o ano de 2002 (no qual aconteceu isso) e 2008 Tite colecionou fracassos e até mandou uma equipe (Atlético MG) para a Segunda Divisão. Alguma coisa pode ter aprendido nesse tempo todo. Se não aprendeu, uma conversa franca e aberta do presidente poderia resolver. “Olha, Tite, eu tinha restrições ao teu nome por causa dos fatos tais. Aqui, tu vais receber em dia e terá de cumprir as ordens da direção. Se a gente perceber que tu está agindo com duas caras, vamos te mandar embora na hora”. Duvido que não aceitaria. Tite está louco por essa oportunidade.






















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