Algemas da discórdia
Tudo que dá para falar sobre o uso excessivo de algemas está aqui.
Tudo que dá para falar sobre o uso excessivo de algemas está aqui.
por que nos piores momentos institucionais dos governos, eles resolvem baixar a porrada no povo?
por que as fotos dos grandes jornais de Porto Alegre são tiradas do lado da polícia? (observem esta, por exemplo: o fotógrafo está atrás dos brigadianos)
seria coincidência o fato do Coronel Mendes, principal notícia da ZH após o “gabinete de transição”, estar novamente no foco das atenções na semana seguinte à calamidade ocorrida no Governo do Estado?
por que o Coronel não resolve preservar a ordem pública entrando no plenarinho da Assembléia com cassetetes, bodoques, espadas e armas com balas de borracha, agindo furiosamente contra os ladrões?
não tenho quase nada a acrescentar sobre o caso Isabella que não tenha sido dito por outros 400 meios de comunicação nos últimos dias. Há uma comparação intrigante, porém.
quando mataram João Hélio, com toda aquela crueldade, em quatro (4) dias a Polícia, que não viu o crime, já tinha absoluta certeza sobre quem eram os criminosos. Acharam os cinco bandidos em menos de cinco dias. O crime aconteceu dia 7; confissão atrás de confissão, sem nenhum flagrante e com testemunhos não muito claros, prenderam um menor e quatro responsáveis.
na época, pediam o fim da maioridade penal aos 18; a pena de morte; a execução sumária dos envolvidos; diziam que 30 anos de cadeia era pouco; que três anos na Fase era uma vergonha; revisaram a lei de crimes hediondos; enfim, fizeram tudo, menos colocar em suspeita os métodos utilizados pela PM para encarcerar os cinco. Alguém precisava pagar o pato.
hoje, dia 18, a morte de Isabella Nardoni completa vinte dias. Tudo parece indicar que foram o pai e a madrasta os assassinos. Um crime igualmente bárbaro: estrangularam, espancaram, e depois jogaram pela janela. Vinte dias depois, a polícia ainda não conseguiu incriminá-los. Assim como no caso João Hélio, não havia flagrante. Assim como no mesmo caso, as testemunhas pouco viram.
Existem duas diferenças.
A primeira: após tantas manobras diversionistas, o casal até conseguiu voltar algumas pessoas a seu favor. Pessoas que questionam a cobertura excessiva da mídia e que até descobriram aquela máxima do direito penal, todo mundo é inocente até prova em contrário. Não confessaram o crime, nem foram obrigados a tal por algum delegado mais, digamos, incisivo.
A segunda: o casal tem dinheiro para pagar bons advogados. Nenhum defensor público enfrentaria a opinião geral por causa de meia dúzia de favelados.
mas também, a condição social dos criminosos pode ser mera coincidência…
Genial a idéia de banir as bebidas alcoólicas dos estádios. É exatamente o que todos precisavam.
Vivemos um tempo estranho: o álcool é considerado uma das drogas mais nocivas da sociedade. Centenas morrem por beber e dirigir. Milhares de mulheres apanham em casa por conta de maridos bêbados. Dezenas de milhares de casos de violência são provocados por bebidas - o secretário de segurança falou até em Lei Seca. O cerco ao álcool está em toda parte. Porém, a bebida continua legalizada.
Agora, os estádios de futebol. Em outros tempos, tentaram adotar medidas semelhantes. Com medo de eventuais desordens, a BM pediu ao Inter para que impedisse torcedores bêbados de entrar no estádio, na final da Libertadores. Colocou bafômetros. Foi um fracasso retumbante. Todos os pinguços entraram, vibraram, beberam mais lá dentro, e ninguém saiu ferido, preso ou morto. Agora, acham que tirando a cerveja das copas vão conseguir evitar atos de violência.
Todos que querem assistir às partidas bêbados tomam um trago antes - é muito mais barato e ainda dá para socializar com os amigos de fé. Não são poucos os que vão para a arquibancada chapados de pó, maconha, loló e afins. Também não são poucos os que fumam maconha DENTRO da arquibancada. Mais ainda: o principal foco de consumo de bebidas no Beira-Rio é a social. Em segundo lugar, a superior. São as pessoas que têm mais dinheiro - não dá para sustentar um trago com latinhas de Sol a R$ 2,5 - e quem pode acessar a copa com maior facilidade, pois há mais e maiores bares. Quem vai na Popular bebe antes e depois do jogo. Bebe muito pouco no intervalo - no máximo dá para comprar duas latinhas. Bebe menos ainda durante a partida, pois é muito complicado passar por todo mundo, e mais complicado ainda perder aquele ataque que está começando.
Outra: quantas ocorrências de violência são diretamente relacionadas ao consumo de bebida alcóolica no estádio? Vejamos o grenal dos banheiros químicos: houve mais consumo por pessoa de bebida na torcida do Grêmio, que invadiu o espaço colorado? Vejamos o grenal seguinte, no qual a torcida colorada entrou em confronto com a polícia: o bar do Olímpico estava fechado! Vejamos em outros lugares. Na Argentina, há muito tempo não se pode beber no estádio. No domingo, mataram um torcedor do Vélez a tiros no entorno do campo. E nenhuma gota de álcool foi consumida no Fortin. No ano retrasado, a torcida do Nueva Chicago arrebentou o alambrado e partiu para a luta contra hinchas do Tigre. Nenhuma cerveja foi vendida em Mataderos. Em São Paulo, a Mancha Verde entrou em confronto com a polícia pq queria invadir o espaço são-paulino em Ribeirão Preto. A bebida estava proibida. Em nenhum dos três conflitos recentes da torcida corintiana com a PM, havia venda de álcool nos estádios.
Afirmo com absoluta certeza: NENHUM dos atos de violência registrados em estádios de futebol têm a ver com os produtos consumidos na copa.
Com a medida, porém, o deputado Miki Breier consegue o seu objetivo. Joga para a imprensa e para outros interessados, como o Sindicato Médico. A imprensa saúda e diz que vai começar agora o fim da violência. Os demais interessados fazem coro para convencer a torcida a levar as “famílias” ao campo.
Mais adiante, quando morrer alguém no campo de futebol, quando novos atos de vandalismo acontecerem, quando novas batalhas campais ocorrerem, vão inventar outro bode expiatório. Sem nunca fazer o que de fato funciona: punir diretamente o clube, quando os torcedores daquele clube aprontarem.
A idéia é genial. Mostra como ainda é possível fazer politicagem barata sem nenhum sentido prático. O pior de tudo é que ainda convence alguns incautos.
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
(Belchior – Velha Roupa Colorida)
É muito fácil culpar os estudantes de jornalismo pelo sistema que se perpetua. Somos jovens alienados pela mídia; somos pessoas que se submetem, engolem sapos, nas assessorias de imprensa; somos aqueles que fazem pautas pelo telefone; somos doutrinados pelos patrões, nos acomodamos e não buscamos a essência da profissão, a reportagem, de preferência subversiva. São raros os professores da academia que afirmam isto, explicitamente. A maior parte deles prefere nos atacar quando estamos no mercado, fazendo parte do sistema. Todos eles vêem nos estudantes, nos recém-formados, a esperança de um novo jornalismo melhor, mais imparcial, mais conectado com a realidade.
O discurso dos velhos lobos da profissão tem a sua carga de saudosismo e é repetido sistematicamente pelos profissionais que saem ao mercado. Poucos se dão conta, porém, do quanto este discurso pode ser nocivo à nossa profissão.
Os jornalistas com mais de 50, 60 anos que lecionam nas universidades, via de regra, entraram no mercado com alguma facilidade. Ouvi de um deles, recentemente, que entrou no jornalismo por que um profissional da Zero Hora dominical convidou alunos secundaristas, do Aplicação e do Julinho, que sabiam escrever. Outros se apresentaram nas redações dos jornais, fizeram um ou dois testes com seus chefes e nunca mais saíram. Kenny Braga certa vez afirmou que entrou no jornalismo dizendo “eu quero ser cronista” para o então diretor da Folha da Tarde Walter Galvani. Acabou se tornando cronista.
Hoje, para entregar cartas na redação da Zero Hora como auxiliar de redação, precisamos passar por testes e mais testes de seleção. Precisamos saber inglês. Decorar o nome do presidente do Banco Central norte-americano. Saber quantos metros quadrados tem um hectare.
Na última formatura da Fabico, na qual estavam vários dos meus colegas de faculdade, quase todos tornaram-se desempregados. Conseguir estágios nos semestres mais adiantados da faculdade não é muito difícil: bem mais é conseguir um emprego. Um emprego que pague bem, então, é quase utopia. O jornalista está acostumado a conviver com salários que não chegam a quatro dígitos. Horas extras sem remuneração. Empregos sem planos de saúde, sequer vale-transporte. Abrir pessoas jurídicas para ganhar um pouco mais, mesmo renunciando a todos os direitos trabalhistas. Exigência de carro e CNH para trabalhar como repórter e também como motorista. A redação de jornal grande torna-se distante. A assessoria de imprensa é o caminho mais viável.
Nos bancos da academia, o que ouvimos? A assessoria de imprensa não é um trabalho digno para a nossa profissão. Na redação, não podemos engolir muitos sapos. Temos que mudar as pautas, fazer matérias sobre a Via Campesina, os moradores de rua, para desmentir tudo que está aí.
Poucos percebem, entretanto: as pessoas que dão este tipo de discurso tinham na sua época uma segurança muito maior para tentar mudar o mundo. Uma palavra fora do lugar lhe tirou o emprego? Tudo bem, ali adiante está outro. O editorial não está de acordo com as suas posições políticas? Ali do lado tem um jornal que fala o que tu queres e também paga bem. Nem precisa de muita experiência. Naquela época, os subversivos tinham que fugir da polícia, do DOPS, dos alcaguetes. Hoje, a repressão ostensiva não existe, mas somos diariamente reprimidos pelo fantasma do desemprego. Não está contente com a linha editorial? Tem 400 atrás da tua vaga. Convenhamos que não dá para mudar o mundo com os credores batendo na porta.
O discurso por um novo jornalismo, geralmente de esquerda, não é prejudicial ideologicamente. Acredito na maldade presente nas matérias sobre segurança pública; acredito que Chávez é demonizado injustamente; acredito no poder vil das empresas aéreas sobre a pauta de acidentes. No entanto, vendo o panorama do mercado e como o profissional é desprezado, dá para perceber que muito da responsabilidade sobre a péssima condição de trabalho do jornalista está na tentativa de resgatar valores que não voltam mais.
Quantos jornalistas saem da faculdade conhecendo o Código de Ética? Quem conhece pelo menos um artigo deste código? Quando estudamos a Lei de Imprensa, hoje amplamente debatida, nos bancos da faculdade? Quantos sabem o piso salarial da nossa profissão? Os direitos que são garantidos pela Federação, pelos Sindicatos?
Os poucos professores com consciência política esqueceram em algum canto a consciência de classe. Carregam consigo um séquito de alunos combativos, lutadores, que tencionam mudar a política universal mas não sabem nada sobre o que está mais próximo: os nossos direitos fundamentais, como jornalistas. Parece que existem dois caminhos: a submissão total ou a ruptura incondicional. No fim das contas, quem rompe com o mainstream acaba se vendendo para outros senhores. Fazendo pautas de acordo com as ONGs, as Fundações, até mesmo os fundos de pensão que lhe pagam. Onde está o bom jornalismo no qual nos fizeram acreditar?
Dom Quixote lutava contra os moinhos de vento acreditando que eram poderosos gigantes. Os novos jornalistas de hoje vão pelo mesmo caminho. Combatem em busca de um sonho. São incapazes, entretanto, de derrubar as pás dos reais e palpáveis moinhos que bloqueiam nosso caminho.
parabéns ao Mallmann, pela forma que está conduzindo o caso de Flores da Cunha. Não que ele vá se importar com o que eu penso, mas ele está deixando bem claro que a tarefa do brigadiano não é torturar. Em NENHUMA hipótese.
Rosane de Oliveira abordou o tema aqui e até mesmo o Humberto Trezzi falou sobre o assunto. Vejam só.
parabéns também ao Wianey Carlet, que na condução do Gaúcha Repórter, deu um grande espaço para o coronel Nílson Bueno contradizer as suas opiniões sobre coletes á prova de balas e manifestações públicas de policiais. Mais adiante, o presidente da Associação de Cabos e Soldados também teve o mesmo espaço e contradisse Bueno. Gostei da abordagem clara e sem rodeios sobre a segurança pública. Senti-me informado.
almocei no Moinhos Shopping hoje. Pela pressa, pedi um hambúrguer da Petiskeira.
Na Petiskeira do local, eu contei oito negros trabalhando e umas quatro mulatas, suprema maioria em relação a brancos. Contando com o pessoal da limpeza e os funcionários de outros quiosques, uns quinze, vinte negros trabalhavam no local.
Suponho que na praça de alimentação do shopping caibam umas 300 pessoas sentadas, sem contar o espaço interno de locais como a Petiskeira. A lotação era quase completa, afinal, era horário de almoço de uma quinta-feira útil.
Apenas um negro comia na praça de alimentação.
Contando mulatos (até mesmo os desbotados, como eu), cinco ou seis.
Todos sabemos, entretanto, que racismo mesmo é a política de cotas.
este é um dos temas mais discutidos do momento. Acho que este artigo do jurista Fernando Trindade esclarece algumas coisas. trechos:
11. Note-se que esse dispositivo prevê dois níveis do princípio da igualdade. O primeiro deles, que abre o dispositivo, estabelece o direito à igualdade formal: Todos são iguais perante a lei (…). Já o segundo nível do princípio da igualdade contido no art. 5º da Lei Maior está na segunda parte do preceptivo e estabelece o direito à igualdade material. Assim, Todos são iguais perante a lei (…) garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito (…) à igualdade (…).
17. De outra parte, registre-se que, como Constituição analítica que é, a nossa Carta, para além dos princípios, previu, no seu texto, medidas de ação afirmativa. Nesse sentido, o seu art. 37, VIII, dispôs que a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de admissão dessas pessoas.
21. Por outro lado, é também a Professora CARMEM LÚCIA ANTUNES ROCHA quem recorda que o art. 170 do Estatuto Magno, no seu texto original, arrolava entre os princípios da ordem econômica o tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de pequeno porte (art. 170, IX), o que configura ação afirmativa em prol dessa espécie de empresa (Cf. CARMEM LÚCIA ANTUNES ROCHA, ob. cit., p. 95). 22. O pressuposto para essa desigualação parece-nos ser a convicção de que as empresas favorecidas devem ter proteção estatal para que não sejam inviabilizadas pelo princípio da livre concorrência, também albergado pela Constituição (art. 170, IV).
de acordo com o artigo de 1998, as cotas poderiam ser consideradas como constitucionais. acredito que a argumentação das entidades/movimentos/universidades anda errada nesse sentido. A UFPR alegou cumprimento do art. 207 da Constituição, que dispõe sobre a autonomia universitária, e perdeu. A UFSC alegará no mesmo sentido, a menos que a consultoria jurídica da universidade mude a opinião do reitor. Por outro lado, a argumentação dos movimentos negros têm sido patética, usando de chavões surrados como a ‘elite branca’ e afins, que tendem a ridicularizar a argumentação diante da opinião pública.29. Por outro lado, a legislação eleitoral vem adotando medida de ação afirmativa em favor do sexo feminino. Nesse sentido, a Lei nº 9.100/95, que regulamentou as eleições municipais de 1996, estabeleceu, no § 3º do seu art. 11, que vinte por cento, no mínimo, das vagas de cada partido ou coligação deverão ser preenchidas por candidaturas de mulheres.
perguntas que devem ser consideradas:
- por que nenhum cidadão entrou com ação judicial de inconstitucionalidade no momento que foi lançado o edital? Segundo bem me esclarece o Daniel, não é qualquer cidadão que pode entrar com ação direta de inconstitucionalidade. O artigo 103 da constituição descreve quem pode.
- por que nenhum concurso público, até agora, foi anulado em virtude da ilegalidade das cotas? - por que o artigo 5º da Constituição não foi utilizado para embargar cotas para mulheres e deficientes físicos?
e por último: - quantos dos estudantes que protestaram contra as cotas ontem à tarde participaram dos debates no Conselho Universitário?
a Rê costuma dar risadas quando eu começo a palpitar na política. Isso por que todos os meus palpites têm dado errado. Porém, acho que desta vez acertarei. Pelo menos dois nomes estão garantidos no segundo turno da disputa para prefeito de Porto Alegre este ano. Um deles será uma mulher (Manuela? Luciana? Maria do Rosário?) e o outro é Onyx Lorenzoni.
Onyx tem uma assessoria de imprensa muito competente, diga-se. Nos últimos anos ele apareceu forte como líder da oposição no Congresso e fez o seu nome no imaginário público. Depois, no limite da legislação eleitoral, veiculou cartazes e panfletos pela cidade com o seu rosto estampado ao lado do emblema dos “Democratas” (argh!). Agora, como quem não quer nada, vem plantando matérias aqui e ali. O objetivo é mostrar que Onyx está se preparando para assumir a prefeitura de Porto Alegre. Estudando com afinco, como se fosse um concurso público.
Aí ele aparece no programa do Lasier e, de passagem, avisa que está fazendo um curso para prefeito (!) na Alemanha. Para ver como é que se administram as cidades de Paris, Frankfurt, etc.
Sem muitas pretensões, ele aparece na coluna da Rosane de Oliveira do dia 14 com a seguinte citação:
“Enquanto descansa na Praia Brava, em Florianópolis, o deputado federal e candidato do DEM à prefeitura de Porto Alegre, Onyx Lorenzoni, aproveita para reler biografias de alguns de seus mestres em administração municipal.
Na semana passada, Onyx havia relido as trajetórias dos ex-prefeitos Rudolph Giuliani, de Nova York, e de Loureiro da Silva, de Porto Alegre.
Estava ainda na pilha de livros A Audácia da Esperança, do senador democrata e candidato à presidência dos EUA Barack Obama. “
A simpática fotinho mostra o não menos simpático deputado federal no seu momento de compenetrado estudo da obra de grandes prefeitos e futuros estadistas:

daqui a alguns meses, na campanha eleitoral, muito vão dizer que Onyx é o único candidato que se “preparou” para assumir a prefeitura. Pelo menos nos debates ele vai parecer menos destemperado, diferente do deputado que ofendia pessoalmente adversários políticos em foros públicos de discussão.
resta saber se o povo da mui leal e valerosa acredita nisso.
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